sábado, 26 de maio de 2012

PLÁGIO E UTILIZAÇÃO INDEVIDA

A cada período fico mais assombrada com a questão dos plágios em monografias, não apenas porque a quantidade é maior e a qualidade é pior, mas especialmente porque aumenta o número de orientandos que subestimam a capacidade dos professores de, não apenas reconhecer o plágio — porque conhecem a diferença entre os bons textos publicados e a redação da maioria dos alunos — como pela idéia ingênua de que os professores não sabem usar as mesmas ferramentas tecnológicas que eles, como, por exemplo, o google. Devo lembrar, aos mais jovens, que não apenas temos completo conhecimento de todas as ferramentas da informática, como somos da geração que as criou, logo, acompanhamos todo o seu desenvolvimento.
O plágio de monografias já acontecia quando não havia tais ferramentas. No entanto, para felicidade dos plagiadores da época, o reconhecimento do plágio dependia tão somente da capacidade do professor reconhecer a incapacidade do orientando de produzir aquele texto, do vasto conhecimento sobre a bibliografia recomendada e da vontade de vasculhar os livros em busca da fonte plagiada.
Hoje, para o orientador, basta reconhecer a incapacidade do orientando de produzir o texto, o que é cada vez mais fácil, e ter um computador conectado.
Assim, ao contrário do que se possa imaginar, mais do que facilitar o plágio, a internet facilita descobrir o plágio, sem grandes dificuldades. Mas, para se chegar a esta conclusão é preciso raciocinar e valorizar o professor e aí, não dá para plagiar.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

NÃO ESQUEÇA DE FAZER SUA AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL.

Aproveite e faça agora mesmo. Entre em http://portal.estacio.br/home/aluno.aspx

Obrigada.

sábado, 28 de abril de 2012

SINTAGMA e PARADIGMA LINGUÍSTICOS  - PARA ALUNOS DE PEX II E PEXIII
O sintagma é uma proposição da linguística (Saussure) que aponta para o sentido dado à uma comunicação pelo encadeamento dos termos, das palavras e das frases. Assim, uma ou mais palavras formam uma unidade que desempenha uma função no texto, que dá um sentido específico ao discurso verbal.
Quando ensino em Redação Publicitária I a rede semântica, com um núcleo em torno do qual associam-se palavras, isso é definido pela linguística como paradigma.
Ao organizar horizontalmente os termos e a sintaxe, formam-se os sintagmas, que dão sentido ao que é dito. Portanto, uma frase só tem o sentido correto que o autor quis dar, dentro daquela ordem sintática (sintagma) e com aqueles termos que ele utilizou (paradigma).
Assim,  a frase "As pessoas deveriam entender melhor o que é um trabalho de pesquisa", perde o sentido quando termos são excluídos ou trocados aleatóriamente: "O trabalho entende melhor o que as pessoas deveriam pesquisar", ou tem o seu sentido subvertido: "O trabalho de pesquisa deveria entender melhor as pessoas".

RAZÃO PELA QUAL CHAMO ATENÇÃO PARA ISSO:
Muitos orientandos, por incapacidade de interpretar o texto do autor e, a partir das idéiais dele, produzir um texto próprio, simplesmente copiam. Mas, para que isso não seja considerado plágio de texto,  modificam a ordem, trocam palavras por sinônimos ou excluem palavras e expressões, e ficam tranquilos com relação ao plágio por revelarem o autor original nas referências bibliográficas de rodapé. 
Tal expediente, no entanto, só piora a situação, já que o pensamento do autor é deturpado pela ruptura do sintagma original e o orientando, por não construir texto próprio, não constrói seu próprio sintagma, isto é o texto perde o sentido original e não ganha sentido novo.

SOBRE A CONSTRUÇÃO DO TEXTO DA MONOGRAFIA OU DE QUALQUER TRABALHO CIENTÍFICO:
O texto científico de monografia é uma colcha de retalhos de idéias de vários autores.
As idéias são sempre de outros, nunca do autor da monografia, e devem ser apresentadas através de citação direta (texto original do autor citado com as palavras dele, exatamente como está no original; ou através de citação indireta, nas quais o aluno desenvolve seus próprios sintagmas (texto próprio)a partir das idéias apresentadas pelo autor.
Em ambos os casos, é necessário apresentar a referência bibliográfica em nota de rodapé.
As idéias do aluno-orientando só devem transparecer pelo encadeamento e construção dos tópicos e capítulos e na conclusão que não deve ser opinativa.
Logo, o texto da monografia é de autoria do orientando, sob inspiração dos autores pesquisados e não se deve deturpar o texto original, apenas para dar aparência de texto pessoal. 

DICA ESPECIAL:
Para escrever um texto próprio, a partir da idéia do autor pesquisado, basta verificar qual é o conceito daquele trecho, parágrafo ou capítulo a ser utilizado. Coloque o conceito (idéia) no centro de uma rede (sol) e anote ao redor as palavras que surgirem associadas àquele conceito. Pronto: você tem seu paradigma para aquele parágrafo/assunto sobre o qual vai escrever. 
Transforme seu paradigma num sintagma, isto é, num texto com sintaxe. Você terá seu texto próprio, a partir das idéias do autor original. 
Não esqueça de anotar a referência bibliográfica daquela idéia original no rodapé.

Aguardo comentários.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

ORIENTANDOS DE PROJETOS III - CAMPUS MADUREIRA
Em função de problema de saúde, não poderei comparecer às orientações dos turnos da tarde e noite, hoje, dia 19 de abril.  Por favor, todos os que levariam algo escrito hoje, enviem o quanto antes por e-mail.
Peço desculpas e prometo repor as orientações o quanto antes. Muito obrigada.